Produção Ecológica

A estrutura fundiária da região de Praia Grande caracteriza-se por unidades familiares de produção agrícola. Ultimamente estas unidades estão sofrendo um processo de especialização definidos pelo mercado massificado e alienante. Este processo é excludente, insustentável e inviável, tornando a atividade agrícola dependente deste sistema macroeconômico e absorvedora de tecnologias exógenas. O agricultor tornou-se uma máquina de produzir alimentos, sendo reconhecido apenas como um produto de mercado e de consumo.

Portanto é necessário romper com esta estrutura que gera miséria, poluição, competição e individualismo, e gerar um processo que possibilite a participação de todos os membros da família no sistema de produção, desta forma resgatando o conhecimento, gerando consciência e necessidade de organização. A consciência gera participação, reativando conhecimentos e práticas com base co-responsável na construção do saber.

O sabor do alimento contém entusiasmo, confiança, co-responsabilidade, ética, sentimentos, construídos não só pelo corpo, mas também pela consciência pessoal e coletiva.

Na prática, a produção orgânica traduz-se como técnicas de recuperação do solo (adubação orgânica, cobertura de solo, rotação de culturas, adubação verde), uso de materiais locais abundantes e baratos (cinzas de madeira e de casca de arroz), proteção e fortalecimento das plantas e animais (biofertilizantes, caldas, homeopatias)

O desafio desse trabalho constitue-se no rompimento de barreiras que se reproduzem através das gerações, permitindo que a essência criativa e construtiva possa aflorar, despertando sentimentos de cooperação, solidariedade e confiança.

Associação dos Colonos Ecologistas do Vale Mampituba