Associação dos Colonos Ecologistas do Vale Mampituba

           O grupo Caminho da Fibras é um grupo formado por mulheres artesãs que fazem parte da Associação dos Colonos Ecologistas do Vale Mampituba - ACEVAM. Situada no município de Praia Grande, cidade dos canyons, no extremo sul de Santa Catarina.

A associação foi constituída em 1994 visando a preservação dos recursos naturais, a sustentabilidade econômica e o processo organizacional dos agricultores e agricultoras, sendo ela, a pioneira no estado de Santa Catarina no campo da agroecologia.

          Boa parte de suas atividades agrícolas são desenvolvidas em áreas da encosta da Serra Geral caracterizadas por zona de amortecimento dos PARNAS, estando o município localizado em um local com potencial turístico natural privilegiado, junto a dois Parques Nacionais que são verdadeiros pólos ecoturísticos.

           A Acevam tem em sua abrangência, além de propostas para produção agroecológica, ações que buscam o desenvolvimento do agroecoturismo e do artesanato, como atividades econômicas potencialmente e ambientalmente corretas.

           Atualmente se observa a dedicação de pessoas, que reunidas em grupos e Redes, estão se re-afirmando e gerando atividades e renda às comunidades locais. Em 2007, através do projeto PDA Mata Atlântica do Ministério do Meio Ambiente e o Programa SEBRAE de Artesanato Sul Catarinense, apoiaram  juntamente a Acevam o trabalho com artesanato em fibras, contribuindo na organização e capacitação para o inicio da formação deste grupo de mulheres, para o trabalho e produção de papel artesanal com fibra de bananeira e papel reciclado, em seguida ao processo, o grupo teve o apoio do Micro Bacias 2/EPAGRI para a aquisição de equipamentos. O grupo é formado por 8 mulheres, podendo agregar mais artesãs à medida que ampliar à necessidade de produção e demandas pelos produtos.

            A situação de desigualdade entre homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras da agricultura, evidencia a necessidade urgente de apoio, minimizando um problema histórico que vem sendo agravado pelo atual modelo de desenvolvimento. É sabido que existe uma divisão sexual (e geracional) de trabalho na agricultura familiar, o que leva as mulheres e também, de modo geral os jovens e as crianças a desempenhar um papel de “ajuda”. Isto se aprofunda quando se caminha para a modernização da agricultura onde o uso de “tecnologias”, tais como adubos químicos, agrotóxicos, máquinas e ainda a necessidade de acesso a crédito, distanciando ainda mais as mulheres do mundo chamado produtivo.

         De acordo com os Anais do Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), Rio de Janeiro, em julho de 2002, “o desenvolvimento rural sustentável só será possível se baseado na justiça social, na distribuição dos recursos produtivos e no uso de tecnologias que, ao mesmo tempo conservem o meio ambiente e garantam níveis de produção adequados”.

Neste sentido, o fortalecimento do grupo de mulheres agricultoras e mulheres da área urbana através do trabalho em artesanato com fibras naturais da agrofloresta, representando geração de renda complementar nas atividades agrícolas e renda básica na área urbana ; preservação dos recursos naturais e conscientização ambiental; possibilidades de ampliação do número de pessoas para o trabalho alternativo; promoção do desenvolvimento sustentável na região; a agroecologia; a participação do jovem e da mulher nas atividades geradoras de renda, assim como, sua participação nas tomadas de decisão, fazem parte dos objetivos da ACEVAM.

 

Produtos:

Álbuns para fotografias;

Cadernos;

Agendas;

Folhas de papel em diversos tamanhos (fibra de bananeira e reciclado com fibras).

 

Contatos: Silvana Ferrigo